quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sol Poente


"Falar com Deus era para mim esse quadro: eu sentada, do terreiro olhando esse tronco que tinha na fazenda, a cor do sol cobrindo tudo, e eu chorando, menina, pedindo perdão por meus pecados." Amaral, Tarsila do. In: Amaral, A. 1974.
"Se na fase antropofágica houve uma invasão maior de verdes e terras, alterando um pouco a paleta da fase 'pau-brasil', nas obras que se seguiram, pós-antropofágicas, poderíamos chamá-las, as cores se tornariam todas mais intensas, os verdes mais carregados, noturnas mesmo nos azuis e arroxeados. As figuras cedem lugar à paisagem, é 1929, é o ano da Lua [P100], Sol poente, Distância [P103], tendo sido a primeira, realmente, concebida e realizada à noite." Amaral, A. 1967, p. 24.
"Em Sol poente, de 1929, tela também da fase mais surrealista, a vegetação já se encontra totalmente revolucionada, e o que já não se pode mais definir como cactos, plantas cilíndricas de ponta arredondada, verga para a direita como fazem as árvores que crescem em local de vento. No fundo à esquerda estão uns poucos cactos remanescentes. Mas, nessa tela, onde cinco animais se encontram num lago à frente, o que mais chama a atenção é sem dúvida o que lhe dá título: o sol poente e o céu que ele projeta. Nesse céu, o dégradé do laranja para o amarelo é intenso e espalhado por vários arcos que dividem o espaço. Se foi possível perceber o volume macio dos corpos das figuras arredondadas e também a maciez da vegetação, nessa tela esse céu completa a idéiaTarsila do Amaral, e que talvez realmente o seja, é, porém, decorrente da observação das formas nela contidas, que criam sem dúvida um universo particular, uma natureza reinventada. Um universo impregnado da personalidade da artista, que nele trabalha despretensiosamente sua visão feminina do mundo e com segurança coloca as coisas nos lugares que acredita próprios para elas." Catunda, L. 1997. 
Trechos retirado do site: http://www.base7.com.br/tarsila/

3 comentários:

  1. A pintura revela o refúgio ou descoberta do pintor, exprime cada fase da vida, não importa para ele críticas porque cada pintura tem seu coração, essência do seu eu, são misturas de sentimentos que para o observador às vezes é difícil entender ... talvez mudando a forma de enxergar não é o suficiente, ele precisa sentir, sonhar e viver a pintura dentro de si para entender seu real significado.

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  2. e muito grande o texto eu tenho que copia caraca mamo

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